domingo, 20 de setembro de 2009

Tunisia - Excursões

Obviamente que, como em todo pacote de viagens, logo que chegamos ao hotel ja nos ofereceram mil e um passeios. Mas so fizemos dois durante a semana, porque também queriamos curtir a praia, a piscina, o sol e o “dolce farniente”.

Mas as duas excursões que fizemos, de um dia inteiro cada, valeram muito a pena. Deu para começar a entender um pouquinho a historia dos povos que habitaram e habitam a Tunisia e entrar em contato com uma parte mais autêntica do pais.

Para vocês se situarem um pouquinho, abaixo um mapa da Tunisia. Nos estavamos em Zarzis, à beira do mar.




A primeira excursão que fizemos foi para Medenine, Chenini e Tataouine. So os nomes das cidades ja são um espetaculo à parte, né?

Em Medenine, visitamos um ksar. Os ksour (plural de ksar) são vilarejos fortificados, construidos pelos "berberes" (povo nômade que habitava o norte da Africa antes de serem dominados pelos arabes e convertidos ao islamismo), e que serviam para estocar comida durante longos periodos de seca.

A arquitetura destes ksour é algo impressionante! Cada um dos "compartimentos" do ksar são chamados de ghorfa.




Este ksar que visitamos especificamente é usado hoje em dia como um museu, e cada ghorfa conta um pouco a historia de como viviam os "berberes".

Depois de Medenine, seguimos para um mercado local, conhecido como souk.

O souk é um tipo de feira a céu aberto onde os tunisianos vendem de tudo: desde alimentos e temperos até cerâmicas (especialidade tunisiana), roupas, vasos sanitarios (sim, até privadas eles vendem!), pilhas, fitas cassetes,... é um verdadeiro "samba do crioulo doido". Os souks abastecem as populações locais, mas alguns são também bem turisticos. Ha outros detalhes para contar sobre os souks, mas como visitamos um especifico em Zarzis, vou deixar para falar sobre ele depois.





Apos o souk, seguimos para Chenini, um vilarejo "berbere" construido no topo de uma montanha no meio do absoluto nada, entre Medenine e Tataouine. Em Chenini, atravessamos a pé a montanha, caminhando e subindo durante uma meia hora embaixo de um sol escaldante do meio-dia.

Neste momento, um guia nos contava algumas historias da região, mas o sol estava tão forte e eu estava com tanto calor que sinceramente não prestei muita atenção no que ele estava contando. Na verdade, não via a hora de terminar a travessia, pois sabia que logo depois iriamos almoçar. Mas as paisagens são realmente magnificas e valem o passeio!










Depois da travessia da montanha, paramos para almoçar em um restaurante que fica no meio desse nada de Chenini. Obviamente que este restaurante deve viver dos turistas que passam por la nos ônibus de excursão, assim como nos.

O almoço foi uma delicia! De entrada, uma sopinha meio apimentadinha deliciosa e, como prato principal, o famoso cuscus! Alias, o cuscus original mesmo não tem nada a ver com o cuscus que comemos no Brasil, que é uma espécie de torta com varios ingredientes e peixe. O cuscus original, o que comemos na Tunisia, é uma mistura de varios legumes com carne de carneiro, linguiça, frango ou peixe e com sêmola, um tipo de farinha de trigo. Hummm, so de lembrar me da agua na boca!!!



De bucho cheio e bem menos cansados apos o almoço, partimos para Tataouine, onde visitamos outro ksar, desta vez um pouco maior que o de Medenine.

Tataouine foi a cidade mais ao sul da Tunisia que vimos. Ela fica a apenas 70 quilômetros da Libia e, quando um tunisiano quer dizer que algum lugar é o "fim do mundo", ele diz que o lugar é em Tataouine. Legal, não?







Na volta para o hotel, passamos de ônibus por um deserto de sal. Infelizmente não paramos, mas deu para tirar umas fotinhos de dentro do ônibus.



E assim acabou-se nosso primeiro passeio...

Diario de bordo - Parte 4 - Tunisia

Tanta coisa para comentar sobre a Tunisia que eu não sei nem por onde começar…

Alias, esta dificil começar a escrever sobre minhas férias no deserto e no calor de 40°C agora que, aqui em Lyon, a temperatura ja desceu a 10°C de manhã. Não, mas, fala sério!!! A gente nem terminou o verão ainda e ja esta fazendo 10°C e chovendo o dia inteiro!!! Tenho a impressão de que pulamos direto do verão para o inverno... Cadê o outono, minha gente?

Enfim, voltando à Tunisia... como tem muita coisa para contar e eu ja vi que quando escrevo posts muito longos pouca gente se anima a comentar, vou dividir as férias da Tunisia por topicos, ok??? Vai ficar mais didatico, mas simples e eu espero que vocês comentem!!!!

O hotel

Minhas expectativas em relação ao hotel eram as mais baixas possiveis e por diversas razões:

- Reservamos o pacote de uma semana na Tunisia pela internet, através do site de uma agência. Mas quando buscavamos o nome do hotel no Google, não o encontravamos! E, como todos sabem que o que não esta no Google, não existe, então eu tinha no fundo de mim mesma um medinho de que a gente fosse chegar la na Tunisia e não encontrar hotel nenhum. Saber que o hotel existe ja foi um grande alivio;

- O tunisiano pentelho que eu conheci no avião indo para São Paulo em julho tinha me enchido o saco dizendo que estes pacotes com tudo incluso são uma porcaria, que a comida que te servem é uma droga e as bebidas também, que o nivel de serviço é ruim, etc. e tal;

- O nivel de hotelaria da Tunisia não é exatamente o mesmo que o da França, o que me fazia pensar que as “4 estrelas” que eles informavam bem que podiam ser no maximo 2, ou, como diz a Pati, 4 estrelas cadentes;

- Eu havia visto uma reportagem na televisão banalizando um pouco estes pacotes para a Tunisia e o Marrocos, fazendo tudo parecer um pouco “barato demais”, esquema Porto Seguro na semana do “saco cheio”, sabe?

Pois é, mas apesar (e talvez por causa) das minhas baixas expectativas, o hotel onde ficamos foi uma agradabilissima surpresa:

- O hotel era um baita hotel, gigante, super limpo, bonito, organizado;

- Ele tinha varios bares que serviam bebidas e comidinhas o tempo todo;

- O pessoal do hotel nos recebeu com suquinhos enquanto preenchiamos as fichas para os
quartos (um detalhe minusculo, mas que faz toda a diferença no atendimento!);

- Havia duas piscinas exteriores, uma piscina coberta e era de frente (de frente mesmo) para o mar;

- O restaurante era muito bom também. O sistema era de buffet à vontade e é claro que a comida não era assim do nivel do Paul Bocuse, mas tinha sempre bastante variedade e ninguém pode dizer que passa fome la;

- Tinha de tudo dentro do hotel: caixa automatico, lojas de souvenirs, casa de câmbio, academia (onde eu não pus meu pezinho nenhuma vez, é logico) e até spa, onde eu fui fazer uma bela de uma massagem relaxante... Até serviço de correio eles tinham, então dava para comprar os cartões-postais la mesmo e mandar postar sem sair do hotel. Ou seja, se quiséssemos, daria para ficarmos uma semana inteira sem sair do hotel.

Mas é claro que, apesar do hotel ser bacana e tudo, essa não era a intenção, né? Tem muita coisa bacana para ver na Tunisia, o que me leva ao proximo post...




No aeroporto e caminho do aeroporto para o hotel (um nada absoluto...)



Eba! O hotel existe! E é de frente para o mar!!!



sábado, 12 de setembro de 2009

Diario de bordo - Parte 3 - Florença e Pisa

Florença

Um museu a céu aberto, é esta a melhor descrição de Florença. Para onde quer que você olhe, la ha uma igreja, um museu, uma obra de arte, uma estatua de David, enfim... a cidade é o berço do Renascimento, o que, por si so, ja diz tudo. Em seus museus e catedrais estão muitas obras de Michelângelo, Leonardo da Vinci, Boticelli, Raphael e por ai vai.

Entretanto, se achavamos que estava fazendo calor em Roma, não tinhamos visto nada ainda! Florença esta muito mais quente! E a falta de arvores na cidade, pelo menos na parte historica, não ajudava muito neste sentido. Como disse o Kiw, nos nos sentiamos uma pizza assando num forno de pedra!

Mas tudo bem. Apesar do calor, curti bastante Florença. A cidade é linda e nos a visitamos num ritmo mais tranquilo do que Roma, sem grandes obrigações de ver isto, ou aquilo ou aquilo outro. Este é o tipo de turismo que eu gosto: passear pelas cidades, fazer tudo tranquilamente, sentar, tomar um sorvete, ir a um parque, ver as pessoas, como elas vivem, o que elas fazem, enfim, tentar sentir um pouco o estilo de vida da cidade.

Obviamente havia visitas imperdiveis em Florença e estas nos fizemos: o museu Galleria dell’Accademia, onde esta a estatua de David, de Michelângelo, foi o principal. A estatua é simplesmente magnifica! Os detalhes são impressionantes: as veias, os musculos, os contornos, tudo no David é simplesmente perfeito.

Fora que neste mesmo museu estava acontecendo uma exposição de fotos do Robert Mapplethorpe, que eu não conhecia até então, mas cujas fotos são simplesmente magnificas! Imaginem uma exposição onde uma foto é mais perfeita do que a outra e você fica simplesmente embasbacado em frente a cada uma delas... essa fui eu... juro que a perfeição de algumas fotos me emocionou a ponto de eu quase chorar...

Ok, ok. Eu choro por quase nada mesmo, mas tudo certo...

Que mais sobre Florença? Ah, sim!!!! Descobrimos um bar fantastico! A cinco minutos a pé do hotel, lindo, barato e com coquetéis magnificos! O esquema do bar era que cada coquetel custava 8 euros, mas comprando um coquetel você tinha direito a um buffet de frios e aperitivos à vontade! Imaginem se os pobretões aqui não foram la duas noites seguidas, né? Para beber e comer à vontade por 8 euros!

Mas os coquetéis que eles faziam la eram perfeitos! Eu bebi um mojito de maracuja de cair o queixo! So não era melhor do que as caipirinhas do Felipe, rsrs, mas foi um dos melhores coquetéis que eu ja bebi na vida (e eu não bebi poucos...).

Se alguém estiver indo para Florença, fica ai a dica: o nome do bar é Sei Divino!

Ah, outro detalhe: o garçom deste bar era MARAVILHOSO! Lindo!!! E super gentil, ainda por cima... Entenderam porque eu não queria sair deste bar?

Isto me faz pensar em mais um detalhe que eu ia esquecendo... os italianos. MEU DEUS DO CEU, O QUE SAO OS ITALIANOS? Que homens lindos!!! Impressionante!!! Quase tive um torcicolo de tanto olhar para as beldades que passavam... E, acima de tudo, eles são bem menos lesos que os franceses, quer dizer, olham mesmo, encaram, paqueram, sorriem... os franceses são muuuuuito lerdos...

Enfim, mas tinha que ter um inconveniente de viajar com dois amigos homens, né? Nenhum italiano ousou vir falar comigo, apesar de me olharem... ok, mas sem problemas. So a paquera ja fez um bem danado para o ego! E da proxima vez eu vou com amigas solteiras para a Italia, haha!

Pisa

Em Pisa passamos rapidinho no ultimo dia, so o tempo de irmos até a torre, tirarmos umas fotinhos bem de turista, almoçarmos e voltarmos para o aeroporto. Mas beleza, não ha muita coisa para se fazer em Pisa mesmo, além da torre torta.

Depois fomos para o inferno, quer dizer, o aeroporto... Nunca vi um aeroporto tão cheio, quente e desorganizado, mas tudo bem. Ja estavamos voltando para casa mesmo... alias, não viamos a hora de chegar em Lyon!

E assim foi nossa viagem pela Italia... ai vão algumas fotinhos de Florença e Pisa.

Em breve, posts sobre a Tunisia. Aguardem!



Florença: Duomo Santa Maria del Fiori e Piazza della Signoria (o peladão ai atras é uma réplica do David... o original fica no museu, mas é proibido tirar foto)



Florença: Rio Arno e Ponte Vecchio



Mini ônibus super fofo em Florença



Florença by night: Os três patetas e show de musica italiana em cima da ponte



Florença: nosso bar preferido e o melhor mojito do mundo!



Pisa: Rio Arno (sim, é o mesmo que passa em Florença) e uma catedral torta (nem so de uma torre torta vive Pisa...)



Fotos tradicionais de turistas patetas!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Diario de bordo - Parte 2 - Veneza

A ida de Roma para Veneza foi uma verdadeira Odisseia.

Tivemos que acordar às 2h30 da madrugada (Kiw, que parte de “Férias” você não entendeu?), sair do hotel às 3h15, ir de taxi até a frente da estação de trem, de onde saia o ônibus para o aeroporto às 3h45. É nisso que da viajar de Easyjet, ou melhor, Easypobre... Como diz o Kiw, “quer viajar barato?”.

Enfim, la pelas 4h50 chegamos ao aeroporto. Nosso voo saiu às 6h50 da manhã.

Chegando em Veneza, pegamos um ônibus que saia do continente e chegava até a ilha. De la, pegamos um ônibus-barco até o hotel.

Recapitulando, do hotel de Roma até o hotel de Veneza foram:

- Um taxi
- Um ônibus
- Um avião
- Um ônibus
- Um ônibus-barco

Nada mal, hein? So faltou o cipo...

Mas valeu a pena tudo isto para chegar em Veneza... me apaixonei perdidamente por esta cidade!

Como todos sabem, Veneza é uma cidade construida sobre as aguas... Li na Internet (obrigada, Wikipedia!), que ela foi construida sobre 118 ilhas. Isto faz dela uma cidade unica no mundo, lindissima! Tudo é diferente la, seus canais, pontes, gôndolas... nenhum carro entra na cidade, então os meios de transporte são barcos que fazem as vezes de ônibus (os famosos vaporetto) ou de taxi, gôndolas ou a pé... é tudo tão lindo! Imagina você pegando um ônibus que, na verdade, é um barco! Eu adorei!

Fora que Veneza da para fazer inteira a pé! E é o que mais vale a pena, pois a cidade é linda de morrer, e é preciso andar para se descobrir suas ruelas, pontes, diferentes paisagens.

Dizem que Veneza cheira mal. Eu não senti isso. Talvez em alguma outra época do ano, mas quando estive la não estava cheirando mal. Claro que suas aguas não são limpinhas, não da para nadar nos canais, mas pelo menos não estava fedendo...

Obviamente, fizemos um passeio de gôndola. Os meninos não estavam muito a fim, porque acharam caro. E realmente é muito caro. Mas quem é que vai para Veneza e não anda de gôndola? Eu é que não sou... insisti, bati o pé e fui atras de um povo para dividir a gôndola conosco, até que achamos duas brasileiras que também estavam a fim de fazer o passeio... Moral da historia: pagamos 80 euros, dividido por 5 pessoas, para um passeio de meia hora. E valeu a pena, porque é realmente magico andar de gôndola em Veneza.

Outra dica aqui: ha gondoleiros para todos os bolsos... os que estavam ancorados no canal principal queriam nos cobrar 150€ por 1 hora de passeio. Dissemos que não e viramos as costas. Não é que os caras vêm atras da gente e começam a baixar o preço assim, sem nem pedirmos nada? Baixaram até 120 ou 100, mas ainda assim estava caro para nos.

Nos canais menorzinhos, ha outros gondoleiros, e estes cobram 80€ o passeio de meia hora. Talvez desse até para negociar, mas como encontramos duas brasileiras que dividiram conosco, pagamos isto mesmo.

A dica então é: procurar, pesquisar preços e negociar! Nada de ir fechando com o primeiro gondoleiro que aparece, viu? Pelo que o nosso gondoleiro nos contou, ha 500 gôndolas em Veneza, então gôndola para turista passear é o que não falta!

Também adorei as lojinhas de bijouterias e acessorios... um monte de lojas em todos os lugares e uma coisa mais linda do que a outra. Mas não deu para eu comprar nada, por varios motivos:

- so tinhamos um dia em Veneza e não dava para ficar entrando em cada lojinha;
- minha mala ja estava abarrotada e não cabia mais nada (é nisso que da viajar com a Easypobre, para economizar levamos apenas uma mala pequenininha de mão, e isto para uma semana!);
- os meninos não queriam entrar nas lojas comigo. Humpft!

Enfim, Veneza foi minha cidade preferida na Italia, pelo menos até agora. E eu com certeza um dia voltarei la, para passear mais um pouco, curtir mais a cidade e fazer comprinhas também!

Bom, chega de falar que a cidade é linda, ai vão algumas fotinhos para comprovar!

Aproveitem!



No ponto de "ônibus" e no "ônibus"



Passeando por Veneza e perdida tentando saber em que ponte eu estava



Rialto, a ponte principal de Veneza e o seu grande canal



Passeio de gôndola



Pausa para apreciar a paisagem



Veneza by night

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Diario de bordo - Parte 1 - Roma

Voltei de férias!!! E vou contar aqui as minhas peripécias na Italia (para onde fui com meus dois amigos brasileiros, o Kiw e o Felipe) e na Tunisia (fomos nos três e mais duas amigas francesas).

Mas adianto que vai ser aos poucos, pois ha bastante coisa para contar e, como ja voltei a trabalhar, o tempo esta escasso!!!

Enjoy it!

Roma

Saimos de Lyon com um calor infernal... e chegamos à Roma com mais calor ainda!

O mais impressionante é que parece que os italianos ainda não descobriram o ar condicionado: chegando à Roma, pegamos um ônibus até a estação de trem que ficava proxima ao hotel e... janelas que não abriam e ônibus sem ar condicionado... quase derreti.

O hotel em que ficamos era, vamos dizer assim, diferente. O prédio mais parece um prédio de salas comerciais. O elevador parece vindo do século XVIII: todo de madeira e envolto por umas grades de ferro. Para entrar nele, era preciso abrir primeiro uma portinha de ferro, depois duas portinhas de madeira. Estando la dentro, é preciso fechar as mesmas portas (isto não é automatico) e rezar para o elevador não cair e nem parar no meio do caminho...




O hotel era, na verdade, apenas alguns quartos em um andar deste prédio. Na recepção, o dono do hotel, um velhinho muito simpatico que falava conosco mezzo em italiano e mezzo em inglês.

Os quartos até que eram arrumadinhos e espaçosos. Mas o ar condicionado, como eu disse, acho que ainda não chegou na Italia. Até havia um pseudo-ar condicionado, mas que quase não funcionava.

Os passeios

Qualquer um sabe que em Roma ha muuuuita coisa para se fazer e visitar e três dias não são suficientes para ver tudo. Mas até que acho que nos viramos bem e vimos o principal. Até porque em Roma, como diz uma amiga, so tem igreja, praça e fonte. Eu adicionaria também obelisco. Igreja, praça, fonte e obelisco. E, às vezes, tudo isto junto num mesmo lugar.

Uma das coisas que mais gostei em Roma foi o Coliseu. Sensacional. Pagamos uma visita guiada que foi muito interessante, pois pudemos entender um pouquinho mais da historia do lugar e do que se passava la.



Alguns exemplos: o Coliseu, inaugurado em 80 dC, foi mandado construir por Vespasiano, em cima de onde era o jardim da antiga casa do Nero.

La no Coliseu havia os lugares certos para os imperadores, a nobreza e o povão. O que acontecia la eram lutas entre gladiadores (que eram escravos, presos ou condenados), ou entre gladiadores e animais (leões, touros, etc.). O que mais me impressionou foi quando o guia nos disse que muitos gladiadores eram mulheres. Tadinhas!!!

Parece que a historia de que se matavam cristãos no Coliseu é mentira. Alguns cristãos foram mortos la na inauguração do Coliseu, mas depois, como eles não eram gladiadores, não renderia um bom espetaculo coloca-los la para lutar com animais, pois eles morreriam muito rapido, e ai não teria graça. Bacana, não? Eu fico imaginando que tipo de gente acha legal ir ver um espetaculo onde o objetivo é um gladiador matar o outro ou um animal matar o gladiador ou matar varios cristãos ao mesmo tempo. Sinceramente, o ser humano é a pior raça que existe.

Enfim, não vou me estender muito mais sobre o Coliseu, senão vai ficar chato... mas voltamos la na noite seguinte e tiramos fotos lindissimas! (quer dizer, o Kiw tirou, mas com uma modelo como eu, tem como errar a foto? Rsrs).



A parte antiga de Roma também é imperdivel: uma grande area, a céu aberto, com vestigios da Roma antiga (Forum Romano, Basilica,...).



Também gostei muito da Fontana de Trevi, apesar de so termos ido la uma noite e de ter uma multidão de turistas.



Alias, turistas era o que so tinha na Italia. Fica aqui a dica: agosto não é o melhor mês para visitar o pais em forma de bota. Faz um calor escaldante e as cidades são invadidas por turistas por todos os lados. A maioria das lojas e comércios fecham para férias neste mês, porque nem os italianos aguentam ficar la nesta época. Acredito que visitar a Italia deve ser muito melhor na primavera ou outono.

Anyway, ja que estavamos la, visitamos bastante, né?

Também fomos ao Museu do Vaticano. Sinceramente, uma decepção. Eu não sou assim super chegada em museus, o que eu queria ver é a Capela Sistina. O que acontece é que todo mundo que vai la so quer ver a Capela Sistina também e ela fica na ultima parte do museu, que é enorme!!! Ou seja, você tem que cruzar o museu inteiro (uma meia hora andando) lotadaço de gente até chegar à Capela. E quando chega la, o que acontece? A Capela esta obviamente lotadaça, não da nem vontade de ficar apreciando as obras e, ainda por cima, os guardinhas ficam gritando “no photo, no photo”. Puta saco. O que, alias, não adianta nada, porque todo mundo tira foto mesmo assim. Vide a foto abaixo, da pintura "A criação de Adão", de Michelângelo.



Fiquei decepcionada. Pode ser que eu seja muito, mas muito ingênua mesmo, mas achei que a Capela Sistina, até por ser uma “capela”, seria um lugar calmo, com bancos, assim como uma igreja, onde eu ia poder me sentar um pouco, admirar as obras e, com lagrimas nos olhos, ter aquele sentimento de “estou diante de uma das mais belas obras de arte jamais realizadas”. Não, não deu nem tempo de sentir isto.

Outra dica para quem for à Roma: se vocês forem visitar o Museu do Vaticano de manhã, pegarão umas duas ou três horas de fila. Agora, se forem à tarde, tem zero fila. Isto aconteceu conosco: fomos de manhã e a fila dava a volta no quarteirão. Como o sol estava de matar, hesitamos um pouco, andamos, fomos a um cyber café, almoçamos e, quando voltamos à uma da tarde, ninguém na nossa frente. Ninguémzinho. Achamos até que o museu estivesse fechado. Olha que dica otima, não?

Também visitamos a Basilica de São Pedro, a igreja do Papa... muito bonita por dentro e por fora.


Queriamos visitar a cupula da Basilica, de onde aparentemente se tem uma super vista de Roma. Mas não rolou. O que aconteceu foi o seguinte: para chegar na cupula, ha exatos 551 degraus. Uma parte do percurso é possivel fazer de elevador (uns 200 degraus), mas o resto tem que fazer a pé mesmo. Como quem sobe 300 degraus, sobe mais 200, decidimos não pegar o elevador (além de tudo, era mais caro). Ok. Subir os tais degraus não foi o mais dificil. Não tenho um condicionamento fisico excelente, mas nada que umas paradinhas para respirar não ajudem. Aquela tal historia: “550 degraus, 550 degraus, sobe um pouquinho, para um pouquinho, 550 degraus...”.

Anyway. O problema é que, no começo, os corredores eram amplos e, os degraus, largos. E havia janelinhas entre os lances de escada. So que a partir de um certo ponto, acredito que depois dos 350 degraus, o corredor começou a ficar pequeninho, estreitinho, baixinho (so passava uma pessoa por vez) e, o que é pior, sem janela nenhuma. E com um zilhão de turistas subindo. Dai que a bonitinha aqui teve uma crise brava de claustrofobia.

Pois é, eu sou um pouco claustrofobica. Nada que me impeça de pegar elevador ou avião, mas não me sinto bem em lugares fechados. Pois então, eis que nesta escadinha, eu começo a entrar em pânico e me sentir mal. Paramos em frente à uma janelinha (era o começo deste corredor mais fechado e so havia uma janela).



Quando olhava para cima, so via mais degraus e degraus e tudo escuro, ou seja, nenhum sinal de mais janelas no caminho. Dai, entrei e pânico (para não dizer que desatei a chorar) e desisti de continuar subindo...

Nesta hora, o Kiw e o Felipe foram as pessoas mais maravilhosas do mundo. Eles conseguiram me acalmar, dizendo que eu ia poder descer pelo mesmo caminho que subimos e que não tinha problema se eu não conseguisse terminar a subida. Dai, enquanto o Felipe contava que so havia 13 degraus para descer nesta parte mais fechada do corredor, o Kiw desceu os tais degraus para ver em que momento tinha menos gente para eu poder descer no contra-fluxo. E foi assim que fizemos. O resto dos degraus eu fui descendo na contramão, chorando de pânico por não conseguir subir e ao mesmo tempo de alivio por estar saindo daquela situação.

Obvio que no fim das contas eu fiquei triste de ter chegado tão perto e não ter conseguido subir até o final, mas logo encarei que cada um tem as suas limitações e eu tenho que aceitar a minha. As vezes, eu a enfrento. Mas às vezes ela é mais forte do que eu e é melhor eu respeitar isto.

No ultimo dia em Roma, fomos visitar o Castelo de Sant’Angelo. Mais uma vez, escadinhas para subir até a cupula. Desta vez, fiquei com um pouco de receio, mas deu para encarar. Quando cheguei no alto, fiquei orgulhosa de mim mesma. Como eu disse: às vezes da para enfrentar, outras é melhor aceitar que não da e ficar bem.

O que mais fizemos em Roma? Fontes, praças, igrejas... Piazza de la Republica, Piazza de Venezia, Piazza Navona… alias, esta ultima é lindissima e super animada à noite! Teve até uma noite em que estava acontecendo um show de opera na faixa para os turistas. Bacana, né?

Obviamente também comemos muita massa, risoto e pizza. E sorvete!!!!

Duas conclusões: o sorvete deles é realmente maravilhoso, principalmente o de morango (fragola, que eles dizem frágola). Mas a melhor pizza do mundo, não tem para ninguém, é a de São Paulo. De longe...

No fim dos três dias em Roma ja estavamos nos sentindo em casa: andavamos de ônibus para cima e para baixo, sabiamos onde tinhamos que descer, descobrimos restaurantes bacanérrimos e não muito caros... enfim...

A conclusão é que eu gostei de Roma, e até voltaria la, mas definitivamente, não no verão!

PS: Créditos das fotos - Kiw e Felipe