segunda-feira, 1 de junho de 2009

Friends in Lyon!

Depois da visita da Eli e da descoberta sobre o condicionador, no fim de semana seguinte fui passear com o Gleno e a Danila em Genebra e arrasta-los para um semi-final de semana em Lyon.

O fim de semana foi tudo de bom – parte II : passeio em Genebra, tradicionais fotinhos no relogio e no lago, comprinhas, happy hour com um colega de trabalho do Gleno à beira do lago, viagem de volta para Lyon, passeios, fotos, visitas, comidas, conversas, risadas, enfim, delicia!

Para resumir, segue um balanço do fim de semana:
  • Um banheiro inundado pela Dan (ok, ok, eu esqueci de avisar que não era para abrir o chuveirinho com tudo, tinha que ser devagarzinho…);
  • Um chuveirinho quebrado pelo Gle (este não teve desculpa…);
  • Dois ciclos de lavagem de roupa na maquina (haja roupa suja depois de duas semanas perambulando pela Europa, hein minha gente ?);
  • Um varal estendido no meio da minha sacada enfeiando todo o prédio, rsrs;
  • 15 minutos de furia contra o meu GPS, que nos deixou perdidos em Genebra sem conseguir sair da cidade;
  • Varias descobertas sobre Lyon, porque o Gleno não parava de me fazer perguntas dificeis (quando Lyon foi fundada ? De onde vem o rio Rhône ? Ha quantos anos esta igreja foi inaugurada ? Quantos milhares de anos tem esta pedrinha aqui ?);
  • O aprendizado de como usar minha maquina de lavar louça ! Eba !!! E, consequentemente, o péssimo habito de não lavar mais louça e deixar tudo acumulando na maquina para lavar uma vez por semana;
  • Duas refeições quase desastrosas preparadas por mim (um risoto pronto e congelado do Picard que eu quase consegui estragar – sim, eu devo ser a unica pessoa no mundo que quase consegue estragar um prato congelado – e um fondue de queijo com batata que quase virou uma sopa, porque eu deixei tempo demais no fogo). Mas ninguém reclamou, sinal de que ou estava bom ou a fome era muita;
  • A descoberta, em Genebra, da barra de chocolate Ovomaltine ! Maravilhosa ! O duro é que eu comprei varias pensando em levar para o Brasil, mas eu tô achando que elas não vão durar até a minha proxima viagem;
  • Um encontro com os amigos do Brasil via skype no sabado à noite que rendeu muitas e muitas risadas;
  • Uma Rachel tristinha, chorosa e ja morrendo de saudades logo apos deixar seus amiguinhos na estação de trem...

Mensagem para as proximas visitas: venham logo!!! Estou esperando vocês!!!

"Francesa" do cabelo duro, que não gosta de pentear...

No fim de semana seguinte ao de Portugal, o do feriado de primeiro de maio, tive a visita da Eli, ex-chefinha querida, aqui em Lyon. Foi super rapida a visita, ela teve a ousadia de chegar no sabado à tarde e ir embora no domingo… Mas valeu a pena, muita conversa, fofoquinhas, jantar bacana, passeio por Lyon no domingo de manhã (so ela para me fazer acordar cedo no domingo, rsrs), almocinho com a Sophie no aeroporto e tchauzinho…

Neste fim de semana, descobrimos algo estranho sobre as francesas : elas não usam condicionador!!!!

Foi assim : a Eli e eu fomos tentar comprar um condicionador para ela e, o que parecia uma tarefa simples, acabou sendo algo deveras complicado !

Como as farmacias e os mercadinhos estavam fechados (alias, sendo um sabado à tarde, eu não entendi até agora porque tudo estava fechado, sendo que o feriado tinha sido na sexta), acabamos parando em um salão de cabeleireiro.

Com todo nosso conhecimento de francês, pedimos um «après-shampooing» (pronuncia-se aprrrrés shampuã), porque aqui as coisas são logicas assim, ou seja, o que você usa depois do shampoo ? O «depois-do-shampoo», claro !

Nisso, a vendedora nos diz que não tem o condicionador, ou melhor, o «après-shampooing», mas nos oferece uma mascara. A mascara é tipo aqueles cremes de hidratação que a gente usa uma vez por semana, sabe ?

Dai a gente discute com a vendedora, diz que a mascara não é a mesma coisa, pergunta para ela se não tem um produto para usar TODOS OS DIAS apos o shampoo, e não apenas uma vez por semana.

No que ela nos responde : ah, o que vocês querem é um «soin démêlant»! E eu prontamente respondi que era isto mesmo! «Soin démêlant», ao pé da letra, quer dizer creme para desembaraçar.

Dai ela nos diz que não tem o tal «soin démêlant», porque so quem usa isto são as crianças, para que elas não chorem quando as mães vão pentear os cabelos embaraçados e cheios de nos delas.

Como é que é ? So criança usa condicionador na França ?

Ai, ai, ai… O pior é que é verdade. Minha amiga francesa me confirmou que ela também não usa condicionador, so shampoo, e uma mascara uma vez por semana. Tipo assim, elas lavam o cabelo e depois saem com ele duro e embaraçado?

Enfim, a Eli acabou comprando um outro produto que a vendedora chata indicou, era tipo um spray para passar depois do shampoo, mas que não adiantou nada…

Eu continuo achando que condicionador é FUNDAMENTAL. Uso desde criancinha, quando a minha prima Renata mudou a minha vida ao me apresentar ao Neutrox, aquele amarelinho mesmo, naquela embalagem tradicional, transparente e com a tampa vermelha. Digo que ela mudou a minha vida porque com o cabelo ruim que eu tinha, era dureza desembaraçar depois de lavar!

Então, um brinde ao Neutrox!

Ora pois!

No fim de abril fui para Lisboa encontrar o Gle e a Dan e passar um fim de semana la com eles.

Tudo de bom – parte I: passeamos bastante, conhecemos lugares lindos, comemos bacalhau e pastéis de Belém, tiramos foto com a estatua do Fernando Pessoa, vimos o caixão do Luis de Camões, visitamos castelos, enfim… E ainda fui super bem recebida pela fofa da irmã da Dan!

Quanto à cidade em si, bom, quem disse que Chicago é a cidade dos ventos, com certeza nunca foi para Lisboa… Meu Deus do céu, como venta naquele lugar !

Gostei de Lisboa, mas a minha impressão é que não parece uma cidade da Europa. Sei la, a cidade tem um clima diferente. Não sei se senti isso pela proximidade do mar, pela vista das praias ou pelo centro historico, um pouco menos conservado do que o centro das outras cidades europeias, mas em muitos momentos eu não me sentia na Europa… Foi engraçado… Caminhando pelo calçadão da praia de Cascais, em alguns momentos eu achei que lembrava a Avenida Beira-Mar, em Floripa…

Mas uma das coisas que mais gostei em Portugal (além dos pastéis de Belém, simplesmente divinos!), foi aprender as diferenças entre o vocabulario do português de la e o do português do Brasil. Em alguns momentos, nem parece que falamos a mesma lingua! Alias, quando os portugueses conversam entre eles, na boa, não entendo quase nada… Acho mais facil entender o espanhol do que o português deles… Mas enfim, vamos aos aprendizados, sempre pode ser util caso vocês estejam prevendo uma viagem para a terrinha:
  • Café da manhã la é «pequeno almoço», e eu achei o maximo isso, porque o raciocinio é o mesmo que o do francês, onde almoço é «déjeuner» (atendendo a pedidos, a pronuncia é dêjênê) e o café da manhã é « petit déjeuner » (pêti dêjênê), ou seja, pequeno almoço mesmo;
  • Banheiro é «casa de banho» (sim, sim, mas da para fazer outras coisas la além de tomar banho);
  • Trem é «comboio», metrô é «metro» e ônibus é «autocarro»;
  • Chiclete é «pastilha elastica» (adorei esta !);
  • Cafézinho é “bica”. Ou seja, muito comum ouvir que alguém “tomou uma bica”;
  • Fila é «bicha» (ou seja, margem para muitas piadinhas de duplo sentido);
  • Pedestre é «peão»;
  • Se vocês ouvirem uma mãe dizer ao seu filho que ele vai tomar uma «pica no rabo», não se assustem!!! Os portugueses não ensinam coisas feias para os seus filhos desde pequenos… «Pica no rabo» quer dizer simplesmente «injeção no bumbum», ta ? Mas que é estranho ouvir, isto é…
  • Ah, e nem pensem em chegar em Portugal e dizerem que «fizeram um bico» em algum lugar… «Fazer um bico» la quer dizer fazer sexo oral… Então, muito cuidado com o que dizem por ai !

Noticias

Pois é, gente… eu sumi, né? Sorry! Mas eu avisei que maio seria um mês muito corrido e foi muito mais do que eu tinha imaginado…

Mas vamos la, hoje é feriado aqui na França (mais um!), estou em casa sem fazer nada (apenas perplexa em frente à TV vendo as noticias do acidente da Air France e pensando que daqui a 40 dias sou eu quem pega um avião da Air France para o Brasil… Ai, meu pai…) então resolvi fazer nos proximos posts um resumão do que aconteceu no ultimo mês e pouquinho.

Preparem-se, porque fiquei um tempão sem escrever, mas agora que me empolguei, tem texto pra burro aqui!

Aproveitem!

E comentem, please, porque eu ADORO os comentarios!

domingo, 17 de maio de 2009

Corujice II

Estas cenas dos meus priminhos Clarice e Caca eu mesma presenciei:

Cena 1

Fim do ano. A familia toda passou o Natal e mais alguns dias em um hotel em Aguas de Lindoia. Almoçavamos e jantavamos no restaurante do hotel e a Clarice e o Cacá, inseparaveis que são, sempre sentavam juntos. Um dia, não lembro exatamente porquê, cada um acabou sentando numa ponta da mesa. E a Clarice, que estava ao meu lado, gritava assim para o Cacá :

- Cacá, eu tô de olho em você, ta? Não se preocupa não, tô te vendo, ta?

E, virando para mim, do alto dos seus quase quatro anos de experiência, diz assim: é que eu tenho que avisar o Cacá que estou olhando para ele, senão ele fica preocupado, né?

Cena 2

No meu bota-fora do Brasil, num restaurante. A Clarice tinha passado batom e, por isso, nem mexia a boquinha, ficou com um sorrisinho meio forçado o tempo inteiro, de tanto medo que o batom saisse.

Dai que tinha um grupo tocando samba e uma hora a gente estava perto deles. A Clarice, de pé, começou a dançar. E a rodar, e rodar, e rodar, e rodar sem parar.

Minha tia (sua avo) e eu tentando convencê-la a parar de rodar:

- Clarice, para de rodar porque você vai se sentir mal.

Nada!

- Clarice, para de rodar porque você acabou de comer.

Necas de pitibiribas.

- Clarice, se você não parar de rodar, você vai vomitar.

Nem te ligo!

Até que sua avo usa um argumento imbativel:

- Clarice, se você não parar de rodar, seu batom vai sair todinho.

Rá. Clarice parou na hora. Sabedoria de avo é uma coisa…

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Corujice

Para quem não sabe, tenho dois primos, a Renata e o Silvinho. Quer dizer, pela parte da familia da minha mãe. Mas é o que conta, na verdade, porque nem tenho contato com a familia do meu pai e até perdi a conta de quantos primos eu tenho por la (é uma parte da familia que se reproduz como coelhos, dificil de acompanhar!).

Pois bem, um dia a Renata e o Silvinho cresceram. Sim, ja faz tempo, porque eles são muuuuuito mais velhos do que eu (ai, eles vão me matar!), respectivamente 9 e 7 anos.

E eles casaram.

E dai que, quatro anos atras, eu, com 25 anos, deixei de ser a caçula da familia. Porque chegou minha primeira priminha de segundo grau, a Clarice, filha da Renata.

Mas eu nem liguei de ter deixado de ser a caçula, porque so vendo a Clarice para entender a alegria e luz que ela trouxe para a familia. Uma fofa. A criança mais linda do mundo. Mas vou parar por aqui porque ta ficando muito “prima coruja” este paragrafo.

Cinco meses depois chegou o Carlinhos, Cacá, filho do Silvinho. Ou seja, Clarice e Cacá cresceram ( e continuam crescendo) juntos.

E no fim de 2007 chegou a Helena, irmãzinha da Clarice.

Recapitulando : Clarice tem hoje 4 anos, Cacá tem 3,5 anos e Helena quase 1,5 ano.

A Clarice e o Cacá ja falam de tudo e rendem momentos muito engraçados. Outro dia a Renata me enviou um e-mail com uma compilação do que esta criançada anda aprontando. Vejam se não é para morrer de orgulho (e de rir também ?).

PS : o texto inteiro é da Renata (obrigada, Rê !).

Claricianas, Helenísticas e Cacazianas:

Depois que voltamos a São Paulo, uma coisa tem intrigado Clarice. Trata-se dos carros sem motorista, com pessoas "muito invisíveis", segundo ela. Tentando entender do que ela falava, levantei a hipótese de que fossem carros dirigidos por pessoas baixinhas que nem eu, por exemplo. Daí não dá para enxergar o/a motorista e parece que ele/a é invisível etc. Decididamente, não era isso. Procurei acompanhar o olhar da pequena e entender quando ela nomeava o carro como sendo aquele conduzido por invisíveis seres. E então entendi e fiquei surpresa com o que vi: trata-se dos veículos com os vidros escurecidos para que não vejamos que os conduz. E são tantos que parece que andamos num trânsito de fantasmas, máquinas auto-condutoras no asfalto sem-fim. Quando entendi, meti-me a explicar o motivo pelo qual as pessoas fazem isso, mas, é claro, isso é coisa difícil de entender. Ela, espertinha, perguntou: por que o nosso carro não é assim? Mais difícil ainda de entender isso, Clarice, essa teimosia em não aceitar determinadas coisas dessa realidade inóspita. Disse que gosto da luz, da claridade, de ver as pessoas... Mas onde estão elas mesmo?

Clarice puxou a sei-lá-quem da família e deu para exagerar. Agora, quando uma coisa é "muito", ela diz: "muito muito muito muito muito muito muito, sem parar e sem cansar". Ou "cansando e mesmo assim não parando nunca".

Helena está terrível. Toda prosa e autônoma, agora só quer saber de andar pra cá e pra lá, subir no sofá, tentar descer sozinha e aprontar com a irmã. As duas se comunicam muito bem: Clarice pega o rodo que não pode e Helena traz o pano de chão que não pode também. Duas criaturas.

Helena parece o pai: pega o bloquinho 1, encaixa devagar no 2, tira e encaixa de novo, fica observando, parece que está fazendo pesquisa. É tão inteligente que dá até medo (nesse sentido, parece com a mãe, claro)! Já vai ter que sair do berço (com 1 ano!) porque está empenhada em sair sozinha dele. Lelê foi para o maternal! Nem nasceu ainda e já foi para o berçário! Na próxima encaranação mato a saudade que já está dando de ter bebê em casa.

Educação Sexual

Clarice falando para o amado primo Carlinhos: "Cacá, nós vamos nos casar. Mas não se preocupe, vai ser só quando a gente for adulto".

Clarice penteia o cabelo e mostra para o primo: "olha, Cacá, meu cabelo". Cacá, como moleque que é, nem liga. Clarice diz: "Cacá, deixa eu te explicar: quando eu mostrar meu cabelo lindo para você, você tem que dizer 'olha, que cabelo lindo, Clarice!'". E foi assim com a calcinha linda, a fivela... Ai, se esse danadinho aprende essas lições da primeira infância!

Mas Cacá tem suas próprias estratégias. Brincando de bicicleta com o pai, avista duas adolescentes e diz que quer dar um beijo nelas. O pai explica que ele deve chegar perto delas, perguntar seus nomes, se apresentar, enfim, entabular um papo e depois pedir um beijo... Carlinhos chega até elas, depois de fazer gracinhas com a bicicleta e diz: "Oi, meu nome é Carlos. E o seu?". A menina nem acabou de responder, ele lança: "Me dá um beijo?". Direto e reto.

Cacá e Clarice dizem um para o outro: "vamos brincar de médico!?". Depois que o pai quase desmaia, os dois saem carregando o "paciente-cãozinho-de-pelúcia" nos braços para fazer o exame.

A difícil arte de construir a fraternidade

Helena se joga no chão de teimosia. Uma hora, fico irritada, perco a paciência e digo: "então, fica aí no chão e chora à vontade"! Clarice, consternada e indignada, levanta a irmã e me diz: "não pode falar assim com ela, ela é pequena, não entende! Ela é muito delicada! Vem, Lelê!". (!)

Ponto de vista da Helena: O que é a coisa mais linda e fantástica e interessante do universo? Resposta: qualquer coisa que estiver na mão da Clarice ou que a irmã estiver olhando ou pensando.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Briga de casal

Ela agitada, pensando mil coisas, tentando imaginar como vai fazer tudo o que tem que ser feito, planejando como melhor organizar o seu tempo para dar conta de tudo.

Ele, cansado, quietinho, de canto, observa-a.

Ela nao para, não pode parar, não tem tempo para parar.

Parar... é tudo o que ele deseja que ela faça. Ele so quer que ela pare um pouco e lhe dê mais atenção.

Ela diz:

- Meu Deus, tenho tanta coisa para fazer! Tanto trabalho e coisa para pensar, tanto problema para resolver...

Ele responde:

- Calma, meu bem. Fica tranquila, você vai dar conta de tudo, so precisa desacelerar um pouco...

- Desacelerar? Você ta louco? Neste ritmo ja não estou dando conta de tudo, imagina se posso desacelerar... Não, não, eu tenho mais é que trabalhar mais, dormir menos, enfim, trabalhar até durante o sono, se possivel!

- Querida, você esta muito preocupada, mas isto não é bom... Se não der para cuidar de tudo, prioriza, mas o que não da é para você continuar assim, de um lado para o outro, sem parar, pensando mil coisas ao mesmo tempo... Assim você esta me deixando cansado...

- Ahaha, esta é boa, eu estou te deixando cansado... Deixa de ser mole, você tem que acompanhar o meu ritmo, oras!

- Não da, uma hora você vai ter que parar um pouco, deste jeito não da! Ou você para por bem, ou para por mal!

- O que? Esqueceu que sou eu quem te controla?

- Não controla não.

- Controlo sim.

- Deixa de ser cabeça-dura! Você fica ai, dando uma de teimosa e espertinha, mas quer ver como eu te faço parar de trabalhar à força?

- Hã?

...
...
...

Ela, na verdade, é a minha cabeça. Ele, o meu corpo. E o dialogo acima é o debate que eles têm travado ultimamente.

E esta é a unica explicação que eu encontrei para o fato de estar gripada novamente.